Amazonia

Pescar nesse local é radical.

A aventura começa em Manaus, caminhar do hotel ao shopping – 1/4 de quadra – naquela sujeira e fedor faz a escolha de usar sandálias de dedo um erro juvenil. O bafo quente tropical te faz suar. O negócio é voltar ao lobby do hotel e ficar de boa até o embarque na manhã seguinte.

O tal do sistema bruto, vida loka, que muitos se atribuem viver, é esmagado pela força que a floresta emana, e puxa, pura pressão na gigantesca panela de água quente circulante. Só de olhar de dentro do aviãozinho, lá do alto para a imensidão verde, o sujeito fica quieto e pensativo.

A pescaria é violenta, agressiva, satisfatória em um longo jogo mental de resistência e busca. Como todo espírito, furtivo, uma hora o peixe tá pegando e em 2 minutos some tudo. O vento fica quieto, um silêncio completo de doer os tímpanos. Ué cadê todo mundo? Troca de isca, troca linha, desce um pouco o rio. Volta a pegar. Bebe água. Tira uma foto de um paca bonito. Seguem os dias, peixes pequenos, peixes assustadores, peixes que engoliriam um filhote de boto batendo em traíras e as fazendo voar metros de altura.

Primeira vez que um tucunaré chegou ao backing, pegou numa tropical punch com linha floating e saiu nadando pirado para o meio da lagoa. Backing instalado na noite anterior e bem amarrado manteve o animal domado. Após sua briga de puxa puxa estava no puçá para as fotos e a medição de centímetros UP UP UP UP.

Pelo quinto dia eu estava cansado e já agia no modo automático. Arremessa recolhe muda bebe água. A grande massa viva parece que suga energia, ao invés de reenergizar – papo de boteco – como acontece no mar, só se volta cansado do mar em dias de sol aberto, o raio UV é violento mesmo. Mas fisicamente a estafa é outra.

Já em casa, foi uma semana para voltar a pensar claramente. Lembrando dos peixes, certamente que vale a pena. Aproveite e vá o quanto antes, too much gringo money na mesa. Os peixes estão cada vez mais amedrontados e espertos, daqui a pouco não irão bater nem em isca com bluetooth e IA.

Se fosse voltar lá hoje levaria vara 8 8’6 com linha intermediate tip com manjubas GG, vara 9 8’6 pés com floating e poppers do Lefty e outra 9 com sinking rápida para streamer 4/0.

Foi divertido, cansativo, inspirador e recompensador. Voltarei o dia que o sertão virar mar.

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Pqp!!! Q joia!!! Vc vai enviar pra mim já? Mto obrigado.  ...
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